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Postado por Bianca , quinta-feira, 4 de agosto de 2011 20:31




 " Olhe para trás , verás as minhas pegadas " .. 

Em uma noite fria,  como sempre, eu estava sentado na minha velha cadeira de madeira,tomando um vinho quente e vendo as noticias turbulentas ocorridas na cidade . Fazia 13 anos que meus pais haviam sido brutalmente assassinados,em uma viagem que tiveram feito, para uma cidade desconhecida.

Na época eu devia ter uns 22 para 23 anos. Não me lembrava com lucidez a imagem de meus pais. Fazia tempo que morava sozinho, naquela pequena cabana em Washington .
Aprendi deis de então,a enfrentar a vida de um modo diferente, aprendi que todos eram como os assassinos de meus pais, cruéis. E que eu nunca precisaria de ninguém, como ninguém nunca precisaria de mim .

Poucas pessoas da cidade conversavam comigo, e as que conversavam, me evitavam o máximo. 
Enfrentei grandes obstáculos, pois não era fácil, para mim entender, naquela época, que eu teria que enfrentar o mundo lá fora, sozinho. Sem o apoio de meus pais, ou ao menos de familiares mais próximos.


Mas,naquela noite,algo me surpreendeu,quando eu estava para me recolher, ouvi um barulho, alguém estava a bater em minha porta. 
Ninguém me visitava ,quem pudera ser , aquela hora da noite ?
Fui até a porta, olhei pela greta da fechadura, mas não vi nada de diferente do lado de fora. 
Abri a porta e um forte vento, trouxe até a mim , um bilhete que dizia, " O que tiraram de você , estou repondo aqui , e agora " . Entrei para dentro da casa, e lá estava ela, com um lindo vestido de seda branco , parecia uma das mais lindas mulheres , já vistas por ali . 





The old man .

Postado por Bianca , segunda-feira, 1 de agosto de 2011 20:03


Se bem que viver sozinho,pode não ser tão ruim assim.

Em uma noite de inverno,eu estava sentada no velho bosque, que havia perto de minha casa,quando um velho senhor,se aproximou-se de mim . Ele se sentou ao meu lado,e começou a conversar comigo,como se fossemos velhos amigos de infância . Contava sobre seus sonhos, suas dificuldades que tivera que passar,para estar aonde ele estava naquele momento. Não sabendo o que pensar,tentei me enturmar,lhe contava de casos ocorridos no meu dia-a-dia . 
Escurecia,e ali estava eu. Deitada sobre o colo de um velho senhor,dando rizadas e mais rizadas.Suas historias me fascinavam,não conseguia desviar o olhar,nem se quer prestar atenção na criança que ao meu lado estava. 
Enquanto ele dizia de seu passado,eu pensava no quanto eu teria que viver ainda,e quantas emoções eu ainda teria que enfrentar. Sem perceber, eu peguei no sono,mesmo o assunto sendo muito envolvente,eu estava cansada,e o colo do velho senhor,o despertou mais ainda .
Alguns minutos depois,ouvi vozes,de alguém me perguntando,se eu não devia ir para casa. Era o velho senhor,ele me perguntava se minha mãe não estava preocupada,com a minha subta ausência.
Foi quando eu percebi,que ele também ainda não tinha falado de sua família,perguntei-lhe então de sua mulher e de seus filhos . Ele disse que sua mulher havia sofrido um acidente , na zona leste do sul,e ela havia falecido.
 Eles nem haviam chegado a ter filhos . Deste então,não se casou novamente. 
Perguntei aonde era sua casa,para que eu possa lhe visitar outras vezes. Ele disse,que eu estava na casa dele,a tarde inteira . Não compreendi o que ele disse,pois eu estava em um bosque. Aonde seria a casa dele ? Olhei dos lados,e não avistei nenhum condomínio ou mesmo uma casa abandonada,pois era o perfil dele. 
Foi quando ele me explicou,que ele vivia nas ruas,não tinha amigos,nem familiares.

Me senti desnorteada. Como podia,aquele velho senhor,tão experiente,com tantas historias para contar,vivendo na rua ? em um singelo banco ?  Sim,era a verdade . 
O convidei para dormir uma noite em minha casa,para que eu pudesse resolver o que fazer,ao amanhecer, ele negou,dizendo que se sentia bem,aonde estava. Mesmo sozinho,ele procurava a felicidade com outros meios. O dinheiro,a moradia , os amigos , nem lhe faziam muita falta. Quando ele tinha por si, toda aquela experiência de vida.
Me senti como uma robô , que se desmontava a cada palavra daquele velho homem sábio.
Minhas peças,eram como cacos de vidros caindo sobre uma pele fina e delicada,de um recém-nascido. 

        Enfim,dava 6:00 da manhã,e eu acordava para voltar
á minha incansável rotina.