O Retorno .

Postado por Bianca , quinta-feira, 17 de maio de 2012 17:40




17-05-2012, ás 4:30 da manhã - Washington.
Como de costume, tivera de ser, mas uma noite sem dormir. A insonia, já consumiu qualquer tipo de esperança que eu tinha de superar esta fase turbulenta.
A madrugada tende ser eterna, os minutos nunca passaram tão devagar. Motivo no qual, procuro consolo em um dos meus livros de romances inéditos, no qual todo final é feliz, independente do começo. 
Bem, me chamo Savanah, tenho 26 anos, perdi o meu marido em um acidente de carro, á aproximadamente, um ano atrás.
No começo, a dor era maior, diríamos .. bem maior. Hoje, apesar de ainda não conseguir me socializar e ter uma vida normal, já estou um pouco mais conformada com a situação. Não tenho parentes em Washington, 
vivo sozinha aqui, e até pudera dizer, que é melhor. Minha família não gostava de Petter, o que me fez afastar-se muito. 
Amanhecia, e estava na hora de voltar a uma rotina diária de trabalho, onde tudo estava perfeito, e nada eu transparecia acontecer. 
Levantei-me da poltrona aonde eu havia passado toda a noite, coloquei um dos meus trajes "sérios" , disposta a começar um dia comum, com todos os outros. 
Tomei um bom banho, e fui a caminho de uma lanchonete, que havia na mesma avenida da minha casa. Acostumávamos fazer isso juntos. 
Ao chegar, avistei uns dos nossos antigos amigos, Jonhn , ele quase não se comunicava mais comigo, nossos únicos assuntos em comum, era a respeito de Petter, como agora ele não estava mas entre nós, não tínhamos nada a conversar um com outro. Da mesma forma, se aproximou de mim, com tom de sarcasmo, perguntando o porque de tantas olheiras, logo após, me convidou para acompanha-lo , a um café que costumava frequentar, já que ali, não me trazia boas lembranças. Não tinha nada a perder, e ainda me restava algum tempo. O acompanhei.
Hoje sei, que maldita foi a hora, que resolvi desviar o meu caminho acompanhada de Jonhn, um completo desconhecido, com muitas histórias e magoas do passado. 

Fim do primeiro capitulo. 

Aperfeiçoamento.

Postado por Bianca , domingo, 25 de março de 2012 14:08

 
 


Um hemisfério totalmente diferente do qual eu habitava.
Pessoas indiferentes, lutando contra si mesmas, em meio uma guerra sem vencedores. Revejo lembranças, com o desejo de fazer com que elas voltem. Mais afinal, quem sou eu para juga-los ?
Tudo isso que eu digo, demonstra o quanto ainda sou infantil. Não sei lidar com  desaventuras, oque me torna incapaz de  julgar, mais com total imperfeição para ser julgada.

Todos dizem, ou quase todos, que sempre há um lado positivo em se transformar, seguindo este discurso, digo que como uma pequena borboleta, que se manteve presa em um casulo, posso sentir hoje que é possível voar. Estou conseguindo aos poucos, me adaptar, a me proteger, e encontrar outros caminhos para ser feliz.

"Mudar, é inevitável, aliás , a monotonia da vida faz com que os passos já não tenham mais valor, porém, depende exclusivamente de você, tornar essa mudança boa ou ruim. "

hello, how are you?

Postado por Bianca , sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 16:02




Depois de um grande tempo, resolvi voltar a postar algo aqui. Não sei se esse é o melhor momento de retornar, mais aqui estou.
Eu escrevo, mais ou menos, umas três vezes mais do que posto. Isso acontece porque, quando estou longe do computador, junto o útil ao agradável e faço um texto à mão. Alguns com intenção de postar e outros, não. E diríamos, que este eu não fiz com o intuito de postar .

Estar longe de casa, faz com que tudo se torne mais difícil, faz com que a verdade, se transforme em algo ' imaginário'. Talvez pela sensação de perda, de algo que eu demorei anos para construir. Não nego que tudo isso podia ser pior, se não fosse um tipo de 'alicerce' que quando eu me ponho a desmoronar, está lá para me conter, e me ajudar a seguir em frente. 
É apavorante lidar com tal situação, saber que a 'filhinha do papai'  cresceu, e que não se tem mais alguém para resolver os seus problemas. 
Não nego que sei, e conheço os caminhos que terei que enfrentar,
mais estou disposta a deixar, apenas tudo acontecer. Talvez é disso que eu precise, presenciar mais o hoje, e acreditar que o amanhã , não será mais, apenas um faz de conta.

Há tantas coisas a serem ditas, mais por enquanto, poucas coisas podem ser reveladas .
Mais acreditem , é muito bom recomeçar, e sentir que a vida sorriu novamente para você

Congratulations, Confusion .

Postado por Bianca , sexta-feira, 16 de setembro de 2011 20:36



Não sei dizer se algo esta correto aqui, ás vezes tenho a sensação de que algo está errado, ou até mesmo, de que nada possa estar certo.Tudo do avesso, o tempo passa , e eu sinto como se, tudo acontecesse em uma ordem errada, como se tudo estivesse levando um rumo errado.

No lugar de aprender com os erros, vou lá , e os cometo novamente, pensando que talvez, "desta vez daria certo."
Tento me lembrar de algo que eu fiz, que deu realmente, tudo como eu planejava.. é , nada . Nada que eu tenha feito , deu como eu esperava. Nada, é premeditado. As coisas vão acontecendo, e á você só cabe torcer para que a soma destas coisas resulte em algo que te agrade. 
Não sei se isso acabará em algo bom, mas sê não acabar, vou me contentar com o que me restou, porque felizmente,é o que eu tenho.

That's the truth.

Start.

Postado por Bianca , quinta-feira, 4 de agosto de 2011 20:31




 " Olhe para trás , verás as minhas pegadas " .. 

Em uma noite fria,  como sempre, eu estava sentado na minha velha cadeira de madeira,tomando um vinho quente e vendo as noticias turbulentas ocorridas na cidade . Fazia 13 anos que meus pais haviam sido brutalmente assassinados,em uma viagem que tiveram feito, para uma cidade desconhecida.

Na época eu devia ter uns 22 para 23 anos. Não me lembrava com lucidez a imagem de meus pais. Fazia tempo que morava sozinho, naquela pequena cabana em Washington .
Aprendi deis de então,a enfrentar a vida de um modo diferente, aprendi que todos eram como os assassinos de meus pais, cruéis. E que eu nunca precisaria de ninguém, como ninguém nunca precisaria de mim .

Poucas pessoas da cidade conversavam comigo, e as que conversavam, me evitavam o máximo. 
Enfrentei grandes obstáculos, pois não era fácil, para mim entender, naquela época, que eu teria que enfrentar o mundo lá fora, sozinho. Sem o apoio de meus pais, ou ao menos de familiares mais próximos.


Mas,naquela noite,algo me surpreendeu,quando eu estava para me recolher, ouvi um barulho, alguém estava a bater em minha porta. 
Ninguém me visitava ,quem pudera ser , aquela hora da noite ?
Fui até a porta, olhei pela greta da fechadura, mas não vi nada de diferente do lado de fora. 
Abri a porta e um forte vento, trouxe até a mim , um bilhete que dizia, " O que tiraram de você , estou repondo aqui , e agora " . Entrei para dentro da casa, e lá estava ela, com um lindo vestido de seda branco , parecia uma das mais lindas mulheres , já vistas por ali . 





The old man .

Postado por Bianca , segunda-feira, 1 de agosto de 2011 20:03


Se bem que viver sozinho,pode não ser tão ruim assim.

Em uma noite de inverno,eu estava sentada no velho bosque, que havia perto de minha casa,quando um velho senhor,se aproximou-se de mim . Ele se sentou ao meu lado,e começou a conversar comigo,como se fossemos velhos amigos de infância . Contava sobre seus sonhos, suas dificuldades que tivera que passar,para estar aonde ele estava naquele momento. Não sabendo o que pensar,tentei me enturmar,lhe contava de casos ocorridos no meu dia-a-dia . 
Escurecia,e ali estava eu. Deitada sobre o colo de um velho senhor,dando rizadas e mais rizadas.Suas historias me fascinavam,não conseguia desviar o olhar,nem se quer prestar atenção na criança que ao meu lado estava. 
Enquanto ele dizia de seu passado,eu pensava no quanto eu teria que viver ainda,e quantas emoções eu ainda teria que enfrentar. Sem perceber, eu peguei no sono,mesmo o assunto sendo muito envolvente,eu estava cansada,e o colo do velho senhor,o despertou mais ainda .
Alguns minutos depois,ouvi vozes,de alguém me perguntando,se eu não devia ir para casa. Era o velho senhor,ele me perguntava se minha mãe não estava preocupada,com a minha subta ausência.
Foi quando eu percebi,que ele também ainda não tinha falado de sua família,perguntei-lhe então de sua mulher e de seus filhos . Ele disse que sua mulher havia sofrido um acidente , na zona leste do sul,e ela havia falecido.
 Eles nem haviam chegado a ter filhos . Deste então,não se casou novamente. 
Perguntei aonde era sua casa,para que eu possa lhe visitar outras vezes. Ele disse,que eu estava na casa dele,a tarde inteira . Não compreendi o que ele disse,pois eu estava em um bosque. Aonde seria a casa dele ? Olhei dos lados,e não avistei nenhum condomínio ou mesmo uma casa abandonada,pois era o perfil dele. 
Foi quando ele me explicou,que ele vivia nas ruas,não tinha amigos,nem familiares.

Me senti desnorteada. Como podia,aquele velho senhor,tão experiente,com tantas historias para contar,vivendo na rua ? em um singelo banco ?  Sim,era a verdade . 
O convidei para dormir uma noite em minha casa,para que eu pudesse resolver o que fazer,ao amanhecer, ele negou,dizendo que se sentia bem,aonde estava. Mesmo sozinho,ele procurava a felicidade com outros meios. O dinheiro,a moradia , os amigos , nem lhe faziam muita falta. Quando ele tinha por si, toda aquela experiência de vida.
Me senti como uma robô , que se desmontava a cada palavra daquele velho homem sábio.
Minhas peças,eram como cacos de vidros caindo sobre uma pele fina e delicada,de um recém-nascido. 

        Enfim,dava 6:00 da manhã,e eu acordava para voltar
á minha incansável rotina.

Be Stronger

Postado por Bianca , quarta-feira, 8 de junho de 2011 20:01


Não me torno forte, por ser elogiada por ter belos pares de sapatos, por conhecer varias línguas estrangeiras, e falá-las com facilidade. Sou forte, por saber erguer a cabeça em horas difíceis. Ser forte é até quando se tem medo,poder transmitir coragem .
Ser forte  é mais que poder usar de violência contra alguém que lhe enfrenta,ser forte é saber que independente da circunstâncias , a palavra é o único argumento que deve permanecer.
Ser forte não é viver como se seus pés estivessem presos em velhas cadeiras de madeira,ser forte é poder caminhar por horizontes desconhecidos, sem ter medo dos caminhos que terá que passar e dos medos que terá que enfrentar.

Sim, ser forte é ser quem você é!